Momento Mãe Dinah
No final de 2009 eu escrevi um artigo comentando os destaques do ano e comentei as promessas para 2010. Será que fui bem em minha análise? Vou pinçar alguns pontos do texto de um ano atrás para avaliarmos juntos.
“O destaque do ano foi sem dúvida a explosão do Twitter, mas as redes sociais continuam lutando para tornar suas grandes audiências negócios altamente rentáveis.”
“Minha aposta para 2010 é o crescimento dos negócios via Redes de Publicidade e Ad Exchanges.”
“O mobile marketing continua sendo uma promessa, mas a notícia positiva é a união de forças da Mobile Marketing Association com a Associação de Mobile Marketing do Brasil”
O Brasil já tem mais de um telefone por habitante, o que mostra o potencial enorme deste mercado. Minha única crítica tem sido a aparente falta de interesse (ou de tempo, pois os negócios andam aquecidos) das empresas diretamente envolvidas no segmento em desenvolver uma política comum, que facilite o crescimento e entendimento da comercialização de espaços no mundo móvel.
“Outra discussão que deve aquecer nosso mercado é o debate entre CPM e CPC.”
Não senti grandes mudanças aqui. A compra em CPC segue forte, graças a importância das campanhas de links patrocinados e aos grandes investimentos do varejo. O que chama atenção, porém, é agências e anunciantes que querem comprar campanhas de branding no modelo de performance, o que é um contrasenso, já que neste tipo de ação o clique nem de longe é a coisa mais importante, mas sim a visibilidade da Marca.
Um último ponto para abordar é a explosão do modelo de compra coletiva. Este mercado teve um boom global em 2010 e fica a expectativa de uma consolidação, já que há uma enorme oferta que me faz lembrar o início desta década, quando havia por volta de 11 sites de leilão no Brasil.
A maior empresa do setor, a GroupOn, teve o crescimento mais rápido da história da web (mais que o próprio Google) e prepara a abertura de seu capital, em um IPO tão aguardado quanto o do Google, que tentou comprá-lo recentemente por 6 bilhões. Mas a concorrência cresce a cada dia, já que a barreira de entrada neste mercado é mínima e os diferenciais idem, e não acredito em espaço para tantos fornecedores. É esperar para ver.
Bom ano a todos nós!
(texto originalmente publicado na coluna Poucas&Boas na revista Proxxima edição janeiro 2011)
Marcadores: internet, mídia interativa, publicidade online


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