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31.5.11

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1.3.11

Multihomem

Domingo foi noite de Oscar. Mas também foi noite de Miami Heat versus New York Knicks, pela NBA.

Na mesma noite Eric Schmidt, ainda CEO do Google, fez a palestra de abertura no evento  IAB Annual Leadership Meeting, na Califórnia. Além de defender o rápido crescimento das oportunidades via dispositivos móveis, ele declarou que "os jovens de hoje tem apenas dois momentos: ou estão dormindo ou estão online".

Esta frase me marcou muito, pois sintetiza bem a realidade: ainda nesta mesma noite, me peguei no sofá com a televisão ligada no Oscar, o iPad no Twitter, o celular no Facebook e o notebook na NBA. Ufa!



Se eu, aos 44 anos, estou assim, imagine a molecada. Eric Schmidt está pra lá de certo!

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9.2.11

A Rede pode desabar


(O texto abaixo foi publicado originalmente na revista ProXXIma, edição janeiro-fevereiro 2011, em uma série especial sobre como serão os próximos 5 anos no mundo digital no Brasil)

Nenhuma dessas previsões maravilhosas serão possíveis se não houver uma grande atenção com a infraestrutura da rede. E não sou eu quem está dizendo, mas sim Vint Cerf, considerado um dos pais da internet que diz que há 3 grandes ameaças ao futuro da internet:

1. Em junho de 2011 irão se esgotar todos o endereços IPv4 (na verdade já acabaram) e é necessário a rápida adoção do IPv6
2. Segurança e confiabilidade dos aplicativos e das informações que trafegam na rede. Se as pessoas não sentem-se seguras, o crescimento das transações, por exemplo, podem não atingir as expectativas
3. A infra estrutura na Rede não foi desenhada e não está preparada para a enorme adoção de acessos via dispositivos móveis.
Sobre este terceiro item, sem dúvida o lado mais óbvio do futuro é que cada vez mais os acessos serão feitos via dispositivos móveis, isso significa que as empresas precisam cada vez mais olhar como irão adaptar suas estratégias e sua presença digital nessas plataformas. Hoje é comum você fazer uma busca via celular, por exemplo, encontra uma informação ou vê uma publicidade e ao clicar é direcionado a um website e não a um mobi site, prejudicando sua experiência. A importância dos aplicativos deve crescer muito também, respondendo por boa parte da navegação das pessoas.

A publicidade por sua vez irá abraçar a mídia social, em uma combinação muito forte, que também vai mudar a forma como as pessoas se relacionam com as marcas e o Facebook terá sem dúvida um papel muito importante nisso, criando inclusive novas métricas baseadas em seu botão "I like it" por exemplo.


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4.2.11

Receita de como colocar um assunto nos TTs do Twitter em menos de uma hora

Ingredientes
- um programa de rádio de grande audiência,
- um time popular que dá vexame
- uma pessoa para tirar sarro
- uma hashtag divertida

Preparo
Na abertura de seu programa convide os ouvintes a usar uma tag específica em suas mensagens. Reserve.
45 minutos depois está pronto.



(Foi assim ontem com o Estádio 97. Às 18:10 o apresentador Sombra conclamou os ouvintes: "hoje é dia de colocar a tag #chupamano"nos TTs". Para quem não ouve o programa, Mano é o nome de um dos "apresentadores" e é corinthiano roxo. Claro que Mano fez diversas bravatas antes do jogo do Corinthians e o modesto Tolima, vencido pelo segundo. Antes das 19h a tag já estava nos TTs. brasileiros)

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19.1.11

Momento Mãe Dinah


No final de 2009 eu escrevi um artigo comentando os destaques do ano e comentei as promessas para 2010. Será que fui bem em minha análise? Vou pinçar alguns pontos do texto de um ano atrás para avaliarmos juntos.
O destaque do ano foi sem dúvida a explosão do Twitter, mas as redes sociais continuam lutando para tornar suas grandes audiências negócios altamente rentáveis.”
Sem grandes mudanças aqui, já que Facebook foi inclusive eleito o destaque no ano em uma pesquisa feita pela revista Proxxima ao ouvir opiniões do mercado. Porém, salvo o YouTube que tem um crescimento vertiginoso de receita, o Twitter ainda briga por um modelo comercial viável. E o Facebook, apesar de computar por quase 25% de todas as impressões do mercado norte-americano, ainda responde por menos de 10% do faturamento das campanhas online.
Minha aposta para 2010 é o crescimento dos negócios via Redes de Publicidade e Ad Exchanges.”
Bingo! Nos EUA estima-se que 10% de toda receita de display media (banners e similares) já é feita através das DSPs (Demand Side Platform), solução de tecnologia criada pelas agências para unificar a compra através das principais adnetworks e adexchanges. No Brasil, o IAB criou um comitê apenas para tratar sobre Redes, o que mostra o crescimento do interesse do mercado neste segmento. Ainda há muito a se fazer, mas sem dúvida o modelo de negócio está encontrando seu espaço no concentradíssimo mercado brasileiro.
O mobile marketing continua sendo uma promessa, mas a notícia positiva é a união de forças da Mobile Marketing Association com a Associação de Mobile Marketing do Brasil
O Brasil já tem mais de um telefone por habitante, o que mostra o potencial enorme deste mercado. Minha única crítica tem sido a aparente falta de interesse (ou de tempo, pois os negócios andam aquecidos) das empresas diretamente envolvidas no segmento em desenvolver uma política comum, que facilite o crescimento e entendimento da comercialização de espaços no mundo móvel.
Mesmo assim, as ações de fidelização, promoção e publicidade vêm crescendo em nosso mercado o que é um sinal bastante positivo, sem dúvida alguma. Recentemente estive em contato com uma empresa que desenvolve soluções para o mercado norte-americano e pude constatar que ainda há um espaço enorme para nosso mercado crescer e se desenvolver. Acredito que o intercâmbio de conhecimentos possa ser muito positivo a todos nessa evolução.
Outra discussão que deve aquecer nosso mercado é o debate entre CPM e CPC.”
Não senti grandes mudanças aqui. A compra em CPC segue forte, graças a importância das campanhas de links patrocinados e aos grandes investimentos do varejo. O que chama atenção, porém, é agências e anunciantes que querem comprar campanhas de branding no modelo de performance, o que é um contrasenso, já que neste tipo de ação o clique nem de longe é a coisa mais importante, mas sim a visibilidade da Marca.
Porém, há promessas que definitivamente não vingaram e caíram no limbo, como, por exemplo, a TV digital interativa. Lembra dela? Lançada com grande alarde pelo Governo ainda em 2008, passou 2009 e 2010 em total esquecimento, ninguém sabe, ninguém viu. Recentemente a Colômbia abandonou a opção pelo modelo europeu e deve aderir ao consórcio nipo-brasileiro, o que para os ufanistas é mais um passo rumo a unificação de um único sistema na América Latina, respaldado pelo sucesso de Argentina e Peru na adoção do Ginga, a plataforma criada no Brasil. Mas, antes de tudo, que tal arrumar nossa própria casa?
Um último ponto para abordar é a explosão do modelo de compra coletiva. Este mercado teve um boom global em 2010 e fica a expectativa de uma consolidação, já que há uma enorme oferta que me faz lembrar o início desta década, quando havia por volta de 11 sites de leilão no Brasil.
A maior empresa do setor, a GroupOn, teve o crescimento mais rápido da história da web (mais que o próprio Google) e prepara a abertura de seu capital, em um IPO tão aguardado quanto o do Google, que tentou comprá-lo recentemente por 6 bilhões. Mas a concorrência cresce a cada dia, já que a barreira de entrada neste mercado é mínima e os diferenciais idem, e não acredito em espaço para tantos fornecedores. É esperar para ver.
Bom ano a todos nós!
(texto originalmente publicado na coluna Poucas&Boas na revista Proxxima edição janeiro 2011)

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